O edifício quarteirão unifica dois sectores anteriormente separados, desenvolvendo-se em quatro pisos, sobre outros dois de estacionamento subterrâneo. O rés-do-chão é destinado a comércio, o primeiro a fogos com um piso e os segundo e terceiro a fogos duplex, com acesso por galeria, num total de 27 espaços comerciais e 55 fogos. A galeria, espaço de encontro, dimensionada como uma via aérea, localiza-se essencialmente nos lados Norte do edifício e atravessa a rua que separa as duas unidades, conferindo-lhes às massas construídas a unidade formal e funcional desejada. A nível do rés-do-chão, os topos centrais não são preenchidos, unindo visual e funcionalmente os dois espaços de logradouro.
Este projecto foi uma oportunidade de, através da arquitectura, fazer cidade, no que é mais significativo para a vivência urbana:
os espaços públicos.
Entre a arquitectura doméstica e o equipamento, concebeu-se
uma série de espaços que, do público ao semi-privado, do aberto ao circunscrito, vão organizando, com maior ou menor formalidade, as múltiplas facetas da vida social que representam e sedimentam a comunidade urbana. |