O Centro Regional de Sangue do Porto é um edifício cuja função é servir de suporte a actividades de recolha e análise de sangue.
Os avanços científicos e tecnológicos permanentes obrigam
a adaptações constantes; é por isso um edifício com um interior instável, que sofrerá metamorfoses ao longo da vida.
O programa é um processo sequencial tornando mais adequada uma construção linear ao baixo. O Centro desenha-se sob a forma dum polígono irregular encaixado no miolo de um quarteirão, que comunica com a cidade por duas ruas distintas. O ambienteé confuso e degradado, de traseiras dos lotes envolventes.
O edifício-linha percorre as várias direcções do polígono e procura a sua geometria. No seu aparente movimento, estabiliza sob
a forma de segmentos de “estado” variável. Os extremos tocam delicadamente nas ruas: numa o edifício levita, construindo de forma evidente a permeabilidade da entrada principal; noutra, toma a forma dum pórtico, recuperando o antigo muro da quinta.
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