O poeta Pablo Neruda quando recebeu o Prémio Nobel, incluiu no seu discurso de agradecimento um fragmento de Rimbaud: “... ao amanhecer, armados de uma ardente paciência, entraremos nas esplêndidas cidades”.
Quando descermos de manhã, a Avenida da República vindos
de Santo Ovídio e atravessarmos a Ponte Luís I, “... armados de uma ardente paciência, entraremos numa esplêndida cidade, o Porto”. A NORMETRO não tendo prioritariamente uma vocação poética, tentou incluir essa componente no seu projecto do metro de superfície.
Parecendo inicialmente “quase” impossível compatibilizar as rigorosas regras técnicas que determinam o sistema, com a acidentada topografia do Centro Histórico, fomo-nos ao longo
do projecto, apercebendo da sua viabilidade.
Com o desenvolvimento do trabalho, algo que poderia parecer um obstáculo, um sistema fechado e incómodo, veio a transformar-se num factor de redesenho da cidade.
Pequenas alterações de cotas de ruas, reajustes de concordância de guias, pavimentos, jardins, árvores, iluminação e mobiliário urbano, são alguns dos pontos de requalificação que o metro de superfície sugere, que a cidade precisa e que não podemos adiar. |
| Projecto |
Metro do Porto |
| Localização |
Porto |
| Datas |
1997 - 2005 |
| Arquitectura |
Eduardo Souto de Moura |
| Colaboração |
Adriano Pimenta, Gabinete de Projectos da Soares da Costa, José Carlos Mariano, Bernardo Durão, Manuel Pais Vieira, Diogo Crespo, André Campos, Ricardo Tedim |
| Clientes |
Metro do Porto |
| Fotografia |
Luís Ferreira Alves |
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