Metro do Porto
Eduardo Souto de Moura

O poeta Pablo Neruda quando recebeu o Prémio Nobel, incluiu no seu discurso de agradecimento um fragmento de Rimbaud: “... ao amanhecer, armados de uma ardente paciência, entraremos nas esplêndidas cidades”.

Quando descermos de manhã, a Avenida da República vindos de Santo Ovídio e atravessarmos a Ponte Luís I, “... armados de uma ardente paciência, entraremos numa esplêndida cidade, o Porto”.

A NORMETRO não tendo prioritariamente uma vocação poética, tentou incluir essa componente no seu projecto do metro de superfície.

Parecendo inicialmente “quase” impossível compatibilizar as rigorosas regras técnicas que determinam o sistema, com a acidentada topografia do Centro Histórico, fomo-nos ao longo do projecto, apercebendo da sua viabilidade.

Com o desenvolvimento do trabalho, algo que poderia parecer um obstáculo, um sistema fechado e incómodo, veio a transformar-se num factor de redesenho da cidade.
Pequenas alterações de cotas de ruas, reajustes de concordância de guias, pavimentos, jardins, árvores, iluminação e mobiliário urbano, são alguns dos pontos de requalificação que o metro de superfície sugere, que a cidade precisa e que não podemos adiar.

 Projecto Metro do Porto
 Localização Porto
 Datas 1997 - 2005
 Arquitectura Eduardo Souto de Moura
 Colaboração Adriano Pimenta, Gabinete de Projectos da Soares da Costa, José Carlos Mariano, Bernardo Durão, Manuel Pais Vieira, Diogo Crespo, André Campos, Ricardo Tedim
 Clientes Metro do Porto
 Fotografia Luís Ferreira Alves