Parque Verde do Mondego
Camilo Cortesão, Mercês Vieira e João Nunes

O Projecto do Parque Verde do Mondego resulta de um Concurso Público, de 1995, integrado no Programa Polis, em 2001.
A proposta parte da reabilitação e valorização dos elementos naturais e construídos dos terrenos das margens do Mondego com a criação de acessos e equipamentos que ligam a Cidade ao Rio.

A transição do Parque Manuel Braga, construído em aterro, para a “terceira fase” do novo parque do Mondego, no leito de cheia,é marcada por uma fonte de pedra, que se prolonga numa linha de água. A alameda central do jardim antigo prossegue num percurso paralelo ao rio, na base de um talude que separa o parque urbano e o estacionamento arborizado. Os bares e restaurantes, voltados para o rio, ligam-se ao jardim antigo por uma escadaria da madeira que prolonga as esplanadas, construídas sobre a água.

O Pavilhão de Portugal, (Álvaro Siza, Eduardo Souto de Moura, Cecil Balmond) implanta-se à margem de um outro percurso, pontuado por “ateliers”, que se dirige para Sul e tem início na nova Ponte Pedonal (Cecil Balmond, Adão da Fonseca).

Duas estufas, que definem o eixo da nova ponte, apoiarão o acesso mecânico ao percurso elevado que ligará o parque à cota alta da Cidade. Bosques de laranjeiras e pesqueiros, constituídos por plataformas de madeira sobre o rio, estruturam o parque que, de Norte para Sul, se torna progressivamente menos denso e mais dominado pelas condições naturais.

 Projecto Parque Verde do Mondego (3ª Fase)
 Localização Coimbra
 Datas 1995 (concurso) - 2003/2004
 Arquitectura Mercês Vieira e Camilo Cortesão – MVCC com Luís Pena
 Clientes CoimbraPolis, Sociedade para o Desenvolvimento do Programa Polis em Coimbra, S.A.
 Fotografia Mercês Vieira, Coimbra Polis e Nuno Mota