Sendo o Museu Grão Vasco um edifício singular e emblemático em Viseu, pretendemos manter o mais possível a sua identidade exterior; mas alguns elementos tiveram de ser rectificados.
O redesenho da caixilharia em latão oxidado, para receber vidro duplo, permite melhorar as condições térmicas. Para que o efeito de “buraco” dos vãos não afecte a escala maciça do edifício, propomos portadas metálicas no interior.
A cobertura, em lajes de betão revestidas a telha pintada,
foi demolida e substituída por uma estrutura metálica
com “roofmate” e recoberta a cobre castanho. Esta
decisão, que não foi fácil, é
consequência das seguintes questões:
Necessidade absoluta dos quadros do Grão Vasco “respirarem”, isto é, de não ficarem rasantes ao pavimento e à laje da cobertura;
Melhor garantia de isolamento térmico em relação ao exterior;
Conveniência de não alterar a proporção
entre a cornija, a platibanda e a cumieira.
O edifício, integrado numa “acrópole”, é visto de quase todos
os ângulos da cidade. |
| Projecto |
Remodelação e
Valorização do Museu Grão Vasco |
| Localização |
Paço dos Três Escalões, Viseu |
| Datas |
1993 - 2004 |
| Arquitectura |
Eduardo Souto de Moura |
| Colaboração |
Sérgio Koch, Enrique Penichet, Ricardo Meri, Nuno Graça Moura, Adriano Pimenta |
| Clientes |
Instituto Português de Museus |
| Fotografia |
Luís Ferreira Alves |
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