A Residência de Estudantes R3 do Instituto Politécnico de Coimbra insere-se num terreno estreito e densamente arborizado.
O programa requeria a construção faseada de cinco módulos autónomos para acolher um total de 190 alunos. O projecto baseou-se em duas escalas de intervenção: a escala decorrente da unidade do quarto e da vontade de criar um ambiente “doméstico”; e a escala mais ampla da relação com o terreno. A par da referência espontânea a um “comboio descarrilado”, cria-se a ilusão de um corpo único e complexo que acompanha o desnível do terreno.
Este serpenteia por entre as árvores, dando origem ao cruzamento de percursos e à criação de áreas exteriores diferenciadas.
A geometria da implantação é fixada por regras
rigorosas destinadas a disciplinar o carácter intuitivo
e expressivo do conceito inicial.
A cor reforça a unidade do objecto e enfatiza a neutralidade das secções que surgem no topo de cada módulo. A contribuição do artista João Louro cruza estas intenções e assume uma presença específica no pórtico de entrada da sala de convívio. Nas lâminas de alvenaria, chapas serigrafadas serão suporte de troca de informação e marcam o carácter utilitário da intervenção artística. |