Teatro Municipal da Guarda
Carlos Veloso

O Teatro Municipal da Guarda localiza-se e implanta-se num espaço sem relação directa com o espaço público dominante. Antigo limite da cidade, a Sul. Área integrada no tecido urbano consolidado. Espaço limitado fisicamente e visualmente. Aberto em direcção à paisagem. Realidade urbana transitória. Cumplicidade e reinvenção nas relações que estabelece com o contexto envolvente. O declive do terreno estruturado em sucessivas plataformas de nível. A paisagem como parte da composição cénica. Arquitectura de presença e legibilidade, mas de adjectivação simples.

Uma complexidade de volumes puros e simples. Presença física dilui-se na sua condição de “parte de cidade” e “objecto”.

Os corpos integram-se e são integrantes. Marcam a sua presença. Carácter contextualista não visível de um modo aparente. Dependência do lugar. Vontade de revelar a sua especificidade formal, a partir do seu próprio conteúdo.
Os materiais de revestimento resumem-se ao GRC (betão com fibra de vidro), o vidro e o granito. Composição de elementos que elimina uma única massa construída. Formas e espaços cénicos que obriga o espectador a um comportamento inter-relacional.

 Projecto Teatro Municipal da Guarda
 Localização Guarda
 Datas 1998 (concurso) - 2002/2005
 Arquitectura Carlos Jorge Coelho Veloso (Carlos Veloso – Arquitecto, Lda)
 Colaboração Rui Veloso, Francisco Faria, Carla Guerra Outros Colaboradores (desenho gráfico/tratamento de imagem/3D): Ricardo Sérgio Pinto, Teresa Sofia Fonseca, João Rodrigo Palmeira
 Clientes Câmara Municipal da Guarda
 Fotografia Fernando Guerra l FG+SG