O Teatro Municipal da Guarda localiza-se e implanta-se num espaço sem relação directa com o espaço público dominante. Antigo limite da cidade, a Sul. Área integrada no tecido urbano consolidado. Espaço limitado fisicamente e visualmente. Aberto em direcção à paisagem. Realidade urbana transitória. Cumplicidade e reinvenção nas relações que estabelece com o contexto envolvente. O declive do terreno estruturado em sucessivas plataformas de nível. A paisagem como parte da composição cénica. Arquitectura de presença e legibilidade, mas de adjectivação simples.
Uma complexidade de volumes puros e simples. Presença física dilui-se na sua condição de “parte de cidade” e “objecto”.
Os corpos integram-se e são integrantes. Marcam a sua presença. Carácter contextualista não visível de um modo aparente. Dependência do lugar. Vontade de revelar a sua especificidade formal, a partir do seu próprio conteúdo.
Os materiais de revestimento resumem-se ao GRC (betão com fibra de vidro), o vidro e o granito. Composição de elementos que elimina uma única massa construída. Formas e espaços cénicos que obriga o espectador a um comportamento inter-relacional. |