Esta obra só foi possível
devido a uma série de encontros e desencontros.
I – O primeiro encontro percorreu e percorre toda a dimensão espaço-temporal, de 1996 até algures no futuro. É o encontro entre o Programa e o Lugar; Programa que se centrava numa Biblioteca Pública e na recuperação de uma Casa num Parque na serra de Sintra. II – Este outro foi e é o encontro entre a Topografia e a Paisagem, esta forte relação foi sempre mediada pela procura da justa escala entre o perto e o longínquo.
III – O encontro entre os Cheios e os Vazios, entre o que existe e o que existiu, entre o que
se põe e o que se tira. IV – Este quarto é o encontro entre Unidade
e Fragmento, o todo e a parte, a ideia e o pormenor. V – Desde
o início de um qualquer projecto e obra, o espírito do habitar está
no encontro entre o Dentro e o Fora, o limite e a fronteira,
a luz e a sombra. VI – Porque a arquitectura é a arte de construir, “Baukunst”, o encontro entre o Projecto e a sua Tectónicaé sempre a prova de fogo das ideias dos arquitectos. VII – Este último alimentou os outros, pois era um encontro entre a Cultura
do Norte, da floresta e do Romantismo, e a Cultura Mediterrânica, da pedra e do Classicismo, numa releitura contemporânea. |