Centro de Controlo Operacional da Brisa
João Luís Carrilho da Graça, Flávio Barbini
e Maria João Barbini

O Centro de Coordenação Operacional da Brisa localiza-se próximo das portagens de Carcavelos: um prisma rectangular, que se desejou baixo e elegante, flutua e exibe os brilhos e reflexos provocados pelo revestimento em painéis solares das suas fachadas Nascente, Sul e Poente, que respondem aos requisitos de optimização do comportamento energético do edifício.

Ao aparente carácter tecnológico induzido pela multiplicação modular dos painéis, opõe-se a oculta fachada Norte, revestida por uma pedra vulcânica, que retém a humidade e promove o crescimento de musgo e líquenes.

No pátio, a área de esplanada que se estende a partir do espaço do bar no interior, o espelho de água limitado por muros lilás-claro e uma cortina de bambus, procuram criar um ambiente exterior de calma e descompressão, em contraponto com a intensidade e interioridade da sala de coordenação.

A sala de coordenação, pretexto e emblema do edifício, é um grande espaço interior e negro com 500 m2 e oito metros de pé-direito, dominado por um gigantesco “video-wall” que transmite em tempo real imagens captadas nas auto-estradas do país.

 Projecto Centro de Controlo Operacional da BRISA
 Localização Carcavelos
 Datas 2002/2003 - 2003/2004
 Arquitectura João Luís Carrilho da Graça, Flavio Barbini, Maria João Silva Barbini
 Colaboração Jorge Antunes, João Justo, Rita Martins, Ricardo Gago, Marcia McCurdy, Carlos Doria, Cristina Cristovão
 Clientes Brisa, Autoestradas de Portugal, S.A.
 Fotografia Maria Timóteo