O complexo de habitação, serviços e comércio Terraços de Bragança ocupa um lote com cerca de 5000 m2 de área, situado entre as ruas António Maria Cardoso e do Alecrim, o qual surge como um hiato a preencher numa zona perfeitamente consolidada.
Houve a preocupação de criar um diálogo com a envolvente, e de encontrar aí as razões para a definição do projecto; assim como de fazer uma leitura atenta do terreno, da sua topografia e das marcas deixadas por quem nele viveu e lhe deu sentido. Essas marcas recuam pelo menos até aos princípios do século XIV, data da conclusão da Muralha Fernandina. A construção desta estrutura defensiva veio definir com clareza o limite da urbe.
As demolições feitas no terreno há cerca de vinte anos puseram
a nu um trecho da muralha, hoje claramente visível.
Este conjunto divide o terreno sensivelmente a meio, no sentido longitudinal, paralelamente às vias entretanto abertas. A clivagem topológica, geográfica e histórica que divide o terreno em dois, ligando as partes paralelamente às vias de acesso, é assumida pelo projecto, quer em termos morfológicos quer em termos de programa. |
| Projecto |
Conjunto Habitacional Terraços de Bragança |
| Localização |
Lisboa |
| Datas |
1992/2004 |
| Arquitectura |
Álvaro Siza Coordenadores: 1a fase – Clemente Menéres (Estudo Prévio) 2a fase – Miguel Nery |
| Colaboração |
Ashton Richards, Francesca Montalto, Claúdia Vogel, Cristina Ferreirinha, Vitor Oliveira, Michele Gigante, Maria Moita, Mitsunori Nakamura, Atsushi Ueno, Tomoko Kawai |
| Clientes |
Imopólis – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. (Gestora do Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Imodesenvolvimento) |
| Fotografia |
José Manuel Rodrigues |
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