Do programa preliminar proposto, relevamos a vontade de adaptação de um posto de transformação de energia, desactivado, a um espaço de contemplação e silêncio, aberto à comunidade local e de apoio à dinâmica pastoral da comunidade religiosa que o integra.
Um volume paralelipipédico com 25 m2 de área e uma altura interior de quatro metros, constitui o suporte e oportunidade de regeneração de um espaço desvitalizado. Procurou-se a forma envolvente e unificada em torno do altar restituindo tangibilidade às reformas profundas do Concilio do Vaticano II.
Propôs-se a reorganização espacial interior da primitiva área técnica, filtrando a luz exterior e revestindo as paredes de branco...
Um banco em madeira de riga abraça o espaço, convocando a identidade de uma comunidade reunida em torno de um altar.
No exterior, uma estrutura metálica de ferro e arame zincado conduzirá o revestimento final em planta trepadeira caduca, recaracterizando o volume primitivo.
O revestimento final exterior em vinha virgem, procura no ciclo
das estações e na metáfora bíblica do “Vinhateiro” a dimensão universal da Igreja. |