Um sítio anónimo, nem mais bonito nem mais feio que outras coisas que conhecemos, à espera de um qualquer acontecimento que pudesse articular “sentidos”, instituindo um ponto de partida para uma organização urbana mais excitante, apreensível e “nomeável”.
Um revestimento em mosaico cerâmico vitrificado, “azul claro”, “embrulha” obsessivamente todo o edifício de modo a “apertar” e “domar”, através da cor, brilho e textura, todos os dispersos e diferentes momentos que um organismo com esta complexidade gera e apresenta.
A unidade assim encontrada originou a designação que surgiu, então, quase naturalmente: Teatro Azul. Tratou-se, na verdade e sobretudo, de significar o existente. Não com arrogantes ou retóricas praças (ali) deslocadas, mas com outros espaços públicos e urbanos igualmente respeitáveis e “úteis”.
O moroso projecto que, no interior, pretendeu depois clarificar os circuitos servidores e significar os espaços servidos, rebate-se para a cidade, imaginando organizá-la, ainda que na modéstia das necessidades detectadas. |
| Projecto |
Teatro Municipal de Almada (Teatro Azul) |
| Localização |
Almada |
| Datas |
1998/2005 |
| Arquitectura |
Contemporânea: Manuel Graça Dias + Egas José Vieira, com Gonçalo Afonso Dias |
| Colaboração |
José Silvestre, Ricardo Gama, Nuno Moita, Rui Cunha, Susana Alvarez e Carmo Correia (desenho), Nuno Jacinto e José António Aires Pereira (maquetas) |
| Clientes |
Câmara Municipal de Almada (Gertrudes Pedro) |
| Fotografia |
António Pedro Ferreira,
Fernando Guerra | FG + SG, Francisco Costa |
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