O cemitério e a capela mortuária constituem um conjunto de dois recintos contidos por um muro contínuo de alvenaria de xisto caiado e construído num cabeço de azinheiras. Na implantação dos recintos uma das azinheiras é incorporada no interior do recinto
da capela, como um elemento de ancoragem do cemitério, tornando o pátio de entrada da capela num importante espaço de sombra. Este gesto adquire um significado estrutural, quer no diálogo que o construído estabelece com a paisagem, quer na caracterização do espaço interior da capela construído com madeira de azinho, recuperada do corte das árvores do regolfo
do Vale do Guadiana.
Tal como o cemitério da Luz, os elementos transladados que caracterizam a tipologia do cemitério são reinterpretados no desenho do novo cemitério. A intensidade espacial retida nos vazios entre muros e pátios, espaços de sombra e superfícies brancas, como intervalos de silêncio, acentuam o sentido deste lugar.
[Nota: por vontade geral da população da aldeia da Estrela, a azinheira do pátio
da capela foi serrada pela raíz, no dia 12 de Março de 2004, antes da cerimónia
de inauguração.] |