Esta praça foi encomendada após a inauguração do complexo
Torre de Macau – torre que representa um novo marco visual da cidade, e que procura emular a função simbólica das torres-pagode que se encontram ao longo dos rios na China. Com o projecto também se procura reorganizar questões de circulação e caudal do sistema de tráfego, em antecipação à abertura da nova ponte para as ilhas, onde será edificado o novo “strip” de casinos de Macau. Desenhar uma praça significa definir um lugar. O projecto estabelece uma sequência de relações entre o espaço urbano
e a água. A margem do lago é desenhada através de uma variedade
de tipologias: esplanada, parque, passeio, cais, terraços. Da praça, miolo da rotunda, acede-se a pé a esta sequência de espaços na margem do lago, fazendo-se esta passagem por debaixo dos dois viadutos rodoviários que fazendo parte do desenho desta praça, cumprem uma segunda função de produzir sombra no passeio
ao longo do lago.
A vibração do espaço quando vazio transforma a ideia do seu próprio vazio num paradoxo visual. A relação entre a posição do auditório, da pirâmide, de todos os outros elementos tridimensionais, insinua uma quarta dimensão que é descoberta ao percorrer o espaço – o desenho da calçada à portuguesa que faz o chão da praça, é um entrelaçado visual que se altera constantemente com o movimento do corpo. |
| Projecto |
Praça Nam VaN |
| Localização |
Macau S.A.R., China |
| Datas |
2001-2003 |
| Arquitectura |
Manuel Vicente, Francesca Carlotta Bruni, Rui Leão |
| Clientes |
Governo de Macau S.A.R., GDI (Gabinete para o Desenvolvimento de Infraestruturas) |
| Fotografia |
Carlotta Bruni, GCS – Gabinete de Comunicação Social de Macau (aéreas), Ana Vaz Milheiro |
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